sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mais notícias de maus tratos - Curitiba esta ficando com uma péssima fama

Segue matéria que saiu hoje na Folha de Londrina, para conhecimento de vocês: Seis cachorros são abandonados em Curitiba

Animais, todos magros e com sinais de maus tratos, foram encaminhados para o Centro de Zoonoses
Sociedade Protetora suspeita que os cães foram ‘‘descartados’’ pelas empresas de aluguelCuritiba - Mais seis cães de grande porte foram encontrados abandonados e com sinais de maus tratos em Curitiba ontem. Três rottweiller, um fila brasileiro, um doberman e um pit bull estavam em uma área rural no Bairro Novo. O guarda municipal que recebeu a denúncia, Aparecido da Silva, disse que todos os animais estavam magros e com fome. Segundo ele, um rotweiller estava morto. Outros dois estavam com patas quebradas. Moradores teriam relatado para ele que um carro teria despejado os cães no local no sábado. Os animais foram encaminhados para o Centro de Zoonoses da Prefeitura de Curitiba. ''Há comentários dos moradores de que os animais seriam de empresas de cães de aluguel'', disse Silva. Segundo ele, na semana passada, o posto da guarda municipal do Bairro Novo atendeu outra denúncia de oito cães das raças pastor alemão, pit bull e rottweiller que estavam em um terreno baldio, magros, com muita fome e com patas quebradas. A presidente da Sociedade Protetora dos Animais, Soraya Simon, disse que ia encaminhar os casos de ontem para o Ministério Público Estadual. Ela acredita também que os animais abandonados são provenientes de empresas de aluguel de cães. Soraya também passou para o MPE um caso semelhante que ocorreu em São José dos Pinhais. ''Cães de grande porte foram abandonados várias vezes pelo mesmo veículo. A gente acredita que seja descarte de animais de locação, o que feito principalmente com os que estão doentes. As empresas de aluguel não têm respeito pelos animais'', disse. A entidade não tem um levantamento do número de cães abandonados desde que a lei que proíbe a locação entrou em vigor. Segundo ela, o número de cães de grande porte aumentou nas ruas de Curitiba e muitos não têm atendimento veterinário, procriam e morrem em serviço. A lei municipal que proíbe o aluguel de cães entrou em vigor em janeiro. A empresa Feroz é a única da Capital que continua funcionando depois que obteve uma liminar na Justiça. O dono da Feroz, Jair Pereira, disse que a empresa dele não realiza descarte de animais. ''A frequência que temos de locação é grande na Feroz'', afirmou. Segundo ele, há mais 19 empresas de aluguel de cães em Curitiba. ''Não posso responder pelas outras empresas'', afirmou. Antes que a lei municipal entrasse em vigor, a promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Curitiba entrou com quatro ações judiciais contra as empresas e obteve quatro liminares para impedir a proibição de locação de cães. O promotor de Justiça do Meio Ambiente, Sérgio Luiz Cordoni, disse que os casos de abandono e maus tratos são encaminhados para a Delegacia de Polícia do Meio Ambiente e para o Juizado Especial Criminal.
Andréa BertoldiEquipe da Folha

Cães abandonados podem pertencer a firmas de aluguel

PARANÁ CRUELDADE publicado na edição impressa de 14/02/2008
Cães abandonados podem pertencer a firmas de aluguel
por MARCOS XAVIER VICENTE
Dois recolhimentos de cachorros de grande porte feitos pela Guarda Municipal nos últimos dias, em curitiba, podem ser o indício de que locadoras de cães estejam abandonando animais desde a vigência da Lei Municipal 12.594, sancionada em 2 de janeiro e que proíbe a atividade na capital. Sexta-feira, nove animais foram recolhidos em um matagal no bairro Umbará. Na terça-feira, mais sete foram recolhidos em um terreno no Novo Mundo. No segundo caso, moradores dizem ter visto uma caminhonete deixando os animais no local.Segundo o guarda municipal José Aparecido da Silva, os 16 animais são de grande porte. “Todos eram de raça: tinha rottweiller, pastor alemão, pastor belga, doberman, pitbull e fila”, conta.Os cachorros foram encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da prefeitura. A coordenadora da Vigilância Sanitária, Rosana Zappe, afirma que todos os cachorros chegaram magros, um deles com a pata quebrada. “Os proprietários têm três dias para reivindicar os animais”, explica. “Depois eles serão entregues à doação.”
Soltos
16 cachorros de grande porte foram recolhidos pela Guarda Municipal nos últimos dias em dois bairros da zona sul de Curitiba.Os casos ainda não foram encaminhados à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Entretanto a Sociedade Protetora dos Animais (SPA) encaminhou o caso do Novo Mundo ao Ministério Público. “Os indícios são fortes de abandono por parte das empresas de aluguel, pois todos os cachorros são de grande porte, estão debilitados e foram encontrados juntos”, avalia a presidente da SPA, Soraya Simon. Soraya afirma que o abandono de cães de aluguel não é novidade. “Antes da lei isso já era comum: sempre que os cachorros ficam debilitados, ou são abandonados ou recebem um fim que ninguém sabe.”Outra locadora de cães aguarda liminar para voltar a atuar. Assim como a Feroz, que dia 24 conseguiu autorização para retomar suas atividades, a Alarm Dog, que tem 120 cães, impetrou ação na Justiça. Segundo o gerente da Alarm Dog, Maurício Souza, com a lei o movimento caiu 90% e a empresa teve que realocar os animais, pedindo permissão aos donos dos imóveis para deixar dois ou mais cães no local.

As denúncias não param - mas a liminar não cai


Alarm Dog entra na Justiça para voltar a alugar cães em Curitiba
por KARLOS KOHLBACH - GAZETA DO POVO ONLINE
(A cadela da foto era da Alarm dog e foi resgatada pela SPAC toda machucada)



A empresa de aluguel de cães Alarm Dog aguarda somente uma liminar da Justiça para voltar a atuar em Curitiba. A ação tramita na 3º Vara da Fazenda Pública em Curitiba. A empresa questiona a Lei Municipal 12.594 que proibia o aluguel de cães em Curitiba. A estratégia da Alarm Dog deve ser a mesma adotada pela Feroz Cão de Guarda, que no dia 24 de janeiro conseguiu autorização judicial para alugar os animais.


O ingresso da ação na Justiça foi confirmado pelo gerente da Alarm Dog, Maurício Souza, e por um dos advogados que representa a empresa. Souza contou que desde que a lei passou a vigorar a Alarm Dog vem tendo prejuízo. "Alguns cachorros tivemos que deixar nos locais onde eles já faziam a segurança - com o consentimento do proprietário. Mas nem todos estão pagando por isso", disse o gerente.A Alarm Dog, segundo Souza, tem cerca de 120 cachorros que rendem, cada um, R$ 180 por mês pelo serviço de guarda. Os clientes, assim como o de outras empresas deste ramo, são imobiliárias, construção civil, entre outros.


Recentemente uma reportagem do Paraná TV mostrou diversas denúncias de maus-tratos contra os cachorros que são alugados para fazer o serviço de guarda. Em todos os casos, os animais são mostrados em condições precárias de saúde. A alimentação, na grande maioria dos casos, é dada por moradores que se sensibilizam com o cão - e não pelas empresas responsáveis pelos animais.Na última sexta-feira (8), o empresário Jair Pereira de Souza Pinto Júnior, dono da empresa de cães de guarda Feroz, esteve na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para prestar esclarecimentos sobre denúncias de maus-tratos contra os animais alugados pela empresa. O gerente da Alarm Dog disse que não há denúncias de maus-tratos contra a empresa. No entanto, no dia 31 de março a empresa será julgada por maus-tratos cometidos contra uma cadela da raça pitbull alugada para um estabelecimento no bairro Hauer. A denúncia é de que a cadela foi atacada por dois outros cães que dividia o serviço de vigilância. "A cadela só foi atacada ao se aproximar do estabelecimento, mas ela estava do lado de fora", conta.Prefeitura vai recorrer para que Lei seja mantidaA Prefeitura de Curitiba vai recorrer da decisão liminar que autorizou a empresa Feroz a voltar a alugar cães. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Procuradoria do Município está estudando a forma de recurso que será adotada para que a Lei Municipal seja mantida.


sábado, 9 de fevereiro de 2008

Barracão na CIDADE INDUSTRIAL para alugar com um animal abandonado


Mais um relato de descaso, maus tratos com animais em Curitiba.
Com a repercussão que está tendo a causa pela extinção das empresas de aluguel, me recordei que há um tempo atrás, cerca de dois meses, vi um rotweiller passando aqui na frente da empresa, com ares de perdido. Fui p/ fora p/ verificar e notei que na empresa ao lado que está p/ alugar, o portão estava aberto e havia uma moto parada na frente. Entrei na empresa, p/ perguntar à quem lá estivesse se o cachorro não era deles. A pessoa que veio de trás do barracão, que estava uniformizada c/ emblemas da empresa, a qual não me recordo agora, me disse que realmente o cachorro era deles e que havia fugido. Imediatamente foi atrás e trouxe p/ o local e era uma fêmea. Hoje peguei uma escada e resolvi olhar por cima do muro, e o que encontrei está nas fotos que seguem. Fiquei perplexa pelo descaso, o cão sequer deu um latido, nem se levantou e somente ficou olhando. Fui até a frente p/ bater mais fotos, qdo o mesmo motoqueiro chegou. Conversando c/ ele que não estava uniformizado pois a empresa já não estava mais funcionando, me contou que o proprietário da empresa ao lado, havia comprado o cão e lhe dera alguns trocados p/ limpar o canil, pois ele mesmo não limparia (merda de cachorro) termo este me relatado de tal forma, porém o cão ainda continua no barracão vizinho. Questionei sobre a fêmea, e ele me relatou que a mesma, havia sido encaminhada ao veterinário pois estava com muita remela nos olhos. Solicitei ao motoqueiro p/ entrar, porém gentilmente em todos os momentos, sugeriu que uma outra vez, pois o cão estava solto e teria medo da sua reação. Mentira, pois o cão estava no canil, c/ cadeado no portão. Não relatei que havia tirado as fotos. Aguardei sua saída, e tornei a colocar a escada e subi, tirei outras fotos agora c/ o canil limpo e lavado, comida e água. Chamei, assobiei e nada do cão no canil tb fechado c/ o cadeado. Minha conclusão: este cão está visivelmente triste na solidão em que vive, afinal sua companheira já não está mais lá, e o que lhe restou foi o pequeno espaço imundo, sem comida e água até o momento em que tirei as fotos. Meu receio: o futuro dono, e o quase certo fim deste cão de maneira cruel. Seu estado não é tão precário, porém já apresenta excesso de pele sem preenchimento de massa corpórea e ou muscular, e algumas costelas já começam à ser visíveis.
Ao meu retorno, no alto do muro, tb observei que não havia tocado na comida. Em nenhum momento da 1ª vez ele se levantou.

Cão na Cidade Industrial


Rott de uma Empresa (Sem Nome)

Cachorro visivelmente debilitado, vive preso em meio aos seus dejetos sem água limpa e comida. Vísivel maus tratos

MAIS NOTÍCIAS DA FEROZ


Foto Acima - Cadela fila q fugiu de seu local de trabalho
PARANÁ CRIME publicado na edição impressa de 09/02/2008
Polícia investiga maus-tratos a cães de guarda Empresa é acusada de abandonar cachorros doentes
por THEMYS CABRAL - COLABOROU ADRIANE LOURENÇO





A empresa de cães de guarda Feroz está sendo investigada pela polícia por maus- tratos e abandono dos cachorros usados na segurança de imóveis. Só nos últimos dois dias, quatro denúncias foram feitas contra a empresa, que continua funcionando graças a uma liminar expedida pela Justiça. A locação de cães de guarda está proibida em Curitiba desde 17 de janeiro. Outra ocorrência, dois dias depois de a lei entrar em vigor, também envolve a Feroz.O proprietário da empresa, Jair Pereira de Souza Pinto Júnior, compareceu ontem à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para prestar esclarecimentos. Uma audiência deve ser marcada em um prazo de até 30 dias no Juizado Especial Criminal. A punição prevista para os crimes é de três meses de detenção a um ano, mas pode ser revertida para uma pena alternativa. Já as multas aplicadas em casos semelhantes variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo


Depois de invadir escritório, cão da raça fila pertencente à Feroz foi recolhido
Ontem à tarde, uma cadela da raça fila da Feroz fugiu e invadiu um escritório na Rua Mauá, no Alto da Glória. “A cadela estava bem machucada, com vários tumores, carrapatos e suja, bem maltratada mesmo”, afirma a fiscal Regiane Zenoni. O cão foi levado à DPMA. Pela manhã, um cão da mesma empresa, que fazia a guarda de um imóvel na Rua Dr. Manoel Pedro, no Bacacheri, foi encontrado morto. O animal foi encaminhado para a necropsia. A denúncia havia sido feita, na noite anterior, por vizinhos que acionaram entidades de proteção aos animais por causa do cheiro de carniça.Na quinta-feira, uma cadela da raça rottweiler, também da Feroz, foi resgatada de um imóvel em que fazia guarda, na Rua Sebastião Paraná, esquina com Rua Guararapes, na Vila Izabel. De acordo com a DPMA, a cadela havia dado cria há cerca de dez dias e, portanto, não poderia estar sendo utilizada como cão de guarda. A cadela e os dois filhotes foram encaminhados para a Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (Spac). Segundo a médica veterinária da entidade, Andreza Campos, a cadela não apresentava traços aparentes de maus-tratos, entretanto, constatou-se que o cão é idoso (entre 8 e 10 anos de idade) e tem um tumor em uma das mamas. “Com essa idade, ela não poderia estar cumprindo função de guarda”, afirma.

Antônio Costa/Gazeta do Povo
Cão que vigiava um imóvel deu cria e a empresa nem soube
Durante o atendimento a essa ocorrência, os policiais verificaram que um outro cão debilitado da mesma raça estava no carro do tratador da Feroz, que acompanhava a ação. Segundo o funcionário, o cão estava sendo levado para tratamento médico-veterinário. “Não poderíamos fazer a apreensão desse cão porque ele estava sendo levado para tratamento, portanto, não se configuraria abandono. Ele foi identificado e, posteriormente, será aberta uma investigação preliminar”, explica o superintendente da DPMA, Celso Gomes Ribeiro. “Vamos acompanhar esse caso porque as empresas de cães de guarda costumam descartar, sacrificar estes animais”, diz a presidente da Spac, Soraya Simon.No último dia 19, um casal da raça rottweiler da Feroz, que guardava um imóvel na Rua Sete de Abril, no Alto da XV, escapou. Os cães estavam com cerca de 30% do corpo coberto por sarna e estavam sem pêlos. Outro ladoO proprietário da empresa Feroz tem explicação para todos os casos apontados. “A cadela não aparentava estar prenha, tanto que só deu dois filhotes, e ela não é idosa, tem cerca de 4 a 5 anos. O cão no carro do funcionário estava sendo levado para tratamento, então não vejo problema aí. Já em relação ao cão morto, vou aguardar o laudo. Tudo indica que foi envenenado, pois vomitou sangue”, explica. Em relação aos cães que fugiram ontem e no último dia 19, o dono da Feroz tem explicações distintas. Ele diz não ter conhecimento do caso mais recente. Já em relação ao que ocorreu no dia 19 de janeiro, Pinto Júnior alega que o portão do imóvel que o cão guardava foi arrebentado durante a noite e por isso ele fugiu. De acordo com o policial Ribeiro, cães de outras empresas também estão sendo vítimas de maus-tratos, mas há dificuldade na identificação. “Elas procuraram se resguardar, tirando placas”, explica.